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terça-feira, 26 de junho de 2012

Opinião: Swedish House Mafia anuncia separação




Swedish House Mafia, deixa uma mensagem no seu site oficial dando conta da separação do Trio (Sebastian Ingrosso, Axwell e Steve Angello).

A mensagem diz o seguinte:

“Hoje queremos compartilhar com vocês que a turnê em que estamos prestes a embarcar será nossa última. Gostaríamos de agradecer a cada um de vocês que veio connosco nessa jornada.
Nós viemos, nós festejamos, nós amamos"


Na minha opinião, a musica eletrônica em geral, em certa parte irá ficar mais pobre, embora o trio continue com as suas carreiras a solo.
Digo que irá ficar mais pobre, no sentido de que, nos últimos anos, juntamente com outros grandes artistas, os Swedish House Mafia, foram dos maiores percursores da musica eletrônica mundial, independentemente do estilo musical, eles ajudaram quebraram barreiras, e fizeram com que a profissão Dj, fosse mais valorizada.


Não que outros Djs não o fizeram ou tentaram antes, porem acho que nos últimos anos a profissão de Dj, alcançou patamares e visibilidade, que talvez para muitos a vários anos atrás, não era possível alcançar, isso se deve e muito a artistas como os integrantes do Trio.

Mas não há muito o que lamentar, pois como referi em cima, o Trio irá continuar a dar musica, ao publico, desta feita a solo...o que na minha opinião não muda muita coisa, pois mesmo a solo, podem e vão continuar a contribuir para que a profissão, continue a quebrar barreiras.







Provavelmente, posso ate ser "crucificado" por alguns, nomeadamente defensores de estilos musicais mais voltados para a vertente Underground, por proferir estas palavras dando a minha opinião sobre o assunto, mas para mim na musica eletronica nao existem "rotulos", e sim musica boa, ou musica ruim, aqui a questão não se trata de estilos musicais, nem vertentes, e sim trata - se de uma questão de musica eletrônica em geral, de tudo o que engloba esse mundo, como um todo.

Bom, esta é a minha opinião acerca do assunto, sintam se livres para opinarem e comentarem sobre o assunto.

domingo, 24 de julho de 2011

Las Vegas é a nova capital da música eletrônica

EDC 2011 Swedish House Mafia 1

Apoteose Sueca no Electronic Daisy, em Las Vegas

“Las Vegas despertou para a ideia de que, para os jovens de hoje, não é o girar da roleta que importa, mas o girar dos discos do DJ. Esses DJs estão fechando contratos de exclusividade, como fizeram em Ibiza nos anos 90. A nova corrida do ouro é dance music”, disse outro dia Nick Stevenson, editor-assistente da Mixmaginglesa.

Hoje, há fortes argumentos para apontar Las Vegas como a nova capital da música eletrônica.

Eis alguns, conforme apareceram numa matéria recente do Guardian sobre a conferência International Music Summit, que rolou em Ibiza em maio.

- Pete Tong vai começar uma residência no Encore Beach Club, clube com três piscinas;

- Deadmau5 e Kaskade também são atrações regulares do mesmo Encore Beach Club. Recentemente, o cabeça de rato teria ganho um cachê de quase R$ 400 mil por uma apresentação;

- Tiesto virou residente do Hard Rock Cafe;

- E ele, claro… David Guetta levou suas festas Fuck Me I’m Famous para a piscina do Wet Republic, no hotel MGM Grand.

Acrescento mais este fato:

- O Electronic Daisy Carnival, o maior evento de música eletrônica dos EUA hoje, fez sua primeira edição em Las Vegas no final de junho. Durante três dias, 200 mil pessoas dançaram ao som de mega-blaster nomes como Swedish House Mafia, Afrojack, Guetta, Tiesto, Richie Hawtin etc etc.

A “pool party” é especialmente popular em Las Vegas.

Esse vídeo, onde tudo é lindo e divertido, ajuda a vender uma delas.

Já esse vídeo amador mostra uma realidade mais “piscinão de prédio”.

QUE FASE…

Las Vegas tem tudo a ver com a vibe “Fuck Me I’m Famous” que impregnou a música eletrônica de uns anos pra cá.

Para muita gente, “festa de música eletrônica” hoje em dia exala perfume caro, as grifes “certas”, champanhe com fogos de artifício. É um meio (cena? Mercado?) onde aparência e exclusividade viraram valores fundamentais. Essa fatia da música eletrônica virou a antítese do seu passado, embalado por conexões espirituais com a música, idealismo e inclusão.

A disco music passou por isso. Surgiu de noites suarentas e fraternas como The Loft e The Gallery e foi dar na orgia de glamour e exibicionismo do Studio 54.

O mais esquisito é ver ideias e conceitos antigos das raves e clubes serem reciclados para o público de hoje como parte do “produto” e não como comportamento espontâneo. Viraram símbolos sem essência. Guetta é o mestre nisso, com sua conversa de “Can you feel the love?” (e o coraçãozinho feito com a mão) e seu reuso de sonoridades dos anos 90.

Por exemplo, olha a reciclagem que Guetta fez de “Don’t You Want Me”, do Felix, de 92, para uma faixa do Snoop Dogg.

Aqui o Felix:

Aqui Guetta e Snoop (uma bala para quem adivinhar em que cidade foi filmado o clipe…)

E é este o contexto que permite que o posto de “capital da música eletrônica”, que já pertenceu a Nova York, Chicago, Londres, Paris, Berlim e Ibiza, seja hoje de Las Vegas.

Cada fase tem a capital que merece, né não?

Por: http://bateestaca.virgula.uol.com.br



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